O fogo queima.
Bem, hoje tenho infindas coisas à dizer-lhes. (que serão divididas em etapas, as besteiras abaixo, e mais besteiras num post acima)
6h20 A.M. : Acordo agoniada, sabendo que hoje não terei minha querida mãezinha pra me levar de carro pro colégio e terei que ir de ônibus. Não, eu não quero me atrasar - e não me pergunte por quê.
7h20 A.M. : Piso no colégio e o portão se fecha. Por um milésimo de segundo eu não me atrasei, mesmo conformada.
10h15 A.M : Saio mais cedo, vou à cidade. Gosto de andar só em lugares movimentados. Perceber as pessoas, as coisas, o tempo. Gosto de calor, sol e agonia. Gosto do que lhes desagrada, gosto da sensação de estar bem com aquilo que faz mal à - quase - todos.
E pela primeira vez eu descrevo meu dia de forma tão detalhada.
Pela tarde aconteceu um fato que, agora, chega a ser engraçado. Tive uma baita de uma discussão com meu pai, por uns papéis... Agora me sinto aliviada, queimei-os - ao som de mellotrons - e ri, mas ri muito, por dentro. E percebi que certos momentos podem ser esquecidos, sem que sejam apagados, mas jamais, serão lembrados novamente. Bem, lembrarei sempre da sensação de ver os tais papéis ardendo ao fogo e minha mente num transe que não sei esplicar.. Passou-se tanta coisa na minha humilde cabeça, e não passou nada...
Apagado.

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