A hostilidade dos valores.

Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar.

Wednesday, November 08, 2006

Dead poets society

A verdade é como um cobertor, que sempre deixa os pés com frio.
Você empurra, estica, nunca dá suficiente.. Você chuta, bate, nunca nos cobrirá.

Desde que chegamos chorando, até partirmos mortos.
Só cobrirá nosso rosto enquanto você berra, chora e grita.


xx


A vida tem limites à serem ultrapassados. E regras a serem respeitadas, aceitas e vividas. Temos um poder sobre nós mesmos, mas somos dependentes dos quais não temos poder.. E assim sucessivamente com cada um.

O ser humano necessita de paixão, sentimento, dor, alegria. Manter-se "neutro", além de inútil, é impossível. Ao menos que esteja morto, ou nem assim, já que sua morte causou uma certa dor -ou alegria- para os próximos.

Toda essa "dependência" chega a ser engraçada.
É engraçado como muitos não se esforçam -eu sou um deles- para conquistar seu futuro, ou uma hipótese de liberdade. Se é tão desejado, se todos querem.. Porque nem todos alcançam? Talvez porque eles não queiram. Ou não precisem.

Eu acho que falta um empurrãozinho nessa sociedade. Que vive num comodismo só. É engraçado também como as coisas são/estão fáceis. E acreditem, a tendência é piorar... Adeus!



Me sinto presa como palavras num livro
E só sua voz poderá me libertar.
Dependendo disto, ficarei aqui até a eternidade...
Quem é você? Cadê você?
Não vem me libertar, ó príncipe!
De tanto ser sapo virou um morcego.

Vai ver é por isso que me mantenho aqui, sozinha, calada, omissa.
Meu coração parou, minhas veias não pulsam
Meu sangue não mais caminha em meu cadáver.
E assim me mantenho, uma palavra, presa, para uma eternidade.

..Ou será que urubus aparecerão?



Continua no próximo capítulo..

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